sexta-feira, 20 de maio de 2011

Hoje no Barbaqua Campo Grande MS

Raploso

Campo Grande tem Rap de verdade, por mais que muita gente tente provar ao contrário, sem cor, nem massagem, passa longe da pilantragem do centro, outros movimentos, juntando japonês no samba, juntando maloqueirada na bossa nova, traçando paralelos impensados nas comunidades quilombolas, dando chapa pulada nos chumbolas, na maioria das vezes prefico ficar sozinho, mas quando encontro certos malucos, sinto o quanto a união é importante fator maximizador do movimento, 100% gueto, mesmo se for no São Bento.

se liga nos ladrão


Cusão chapa branca me assusta e me espanta, parece diretor de cinema assumindo o nazismo, tomando rainiquem, quem começou com isso? Ouvi dizer que tem uma organização organizada no terror, maior que alcaeda e maior de o pecece, estão procurando justamente você, com celular legal, tênis das zora, personalidade forte e dove no pé, vão comer o seu cu na cadeia e pra despedir dizer: axé. Continua no seu mundinho que uma hora ou outra ele acaba cruzando com o meu, só lhe digo uma coisa, se fudeu, a rua é bem maior do que você ou eu.

Cachorrada


Quando olha tenta fingir que nem olhou, sem sucesso, percebeu o seu gesto de vontade, do que mesmo estavamos falando? Nem mesmo me lembro, deve ser mentira sua. Nossa, como ele esta bossa. Nova maneira de se ver, no espelho mais magro, saudável na fome de querer ser, alguma coisa diferente para a gente hoje? Não, continua tudo iugualzinho o dia de ontem, no mais continuam um bando de muleques mimados escrotos cheirando o cu uns dos outros.

SubUrbana



Vencer quilômetros sem sair do lugar, acompanhado dos gritos unilaterais de celulares com poderes nucleares de chamar atenção, televisão do povão, novela das oito, comendo biscoito de milho fedorento e deliciosamente farelento, suando por fora e por dentro, a paisagem passa a roupa com viés na média de sessenta por hora, leite com café e salgado a um real, deixo de sonhar batendo a cabeça na janela, quem será ela, abro um livro sem concentração, solavancos da última rua tapada no piche, reflete o trapiche dos meninos da areia, eu poderia estar roubando mas peço a sua ajuda, por mais absurda que seja a história, não consigo deixar de ouvir, um bom cristão, por aqui, uma hora e meia a menos de um dia, ida pensando na volta, revolta, mas passa, outra menina bonita, outro rapaz elegante, ainda se cumprimentam, pessoas que não parecem ser deste campo, grande já se faz a periferia da vida, os complexos insignificantes perdem cor, na revolta da imitação de uma burguesia, comendo pão com ovo, tuitando filé mignom, são poucos os bons, mas não tardam a se apressar, sigo para o ponto seguinte, muito obrigado por me acompanhar, desço do salto e me encontro perdido, faço parte de tudo isso, mas não me dou por vencido, até amanhã, chega de coletivo.

Basquete


As batidas da bola espantam os males, cada arremesso certeiro filtra o que for aro, iniciativa e coragem para sair dos dedos vencer a gravidade, cair em acerto, sofrido como só a vida sabe ser...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

hehe

a tonga da mironga do capulete

Só quis dizer...

o esconderijo do covarde é a carapuça lançada no ar, quer ver essa coragem quando me encarar, se rimar fosse para os vermes defunto era dicionário, mando o seu psicologico pra casa do caralho, comprando uma briga que nem era minha, aqui tudo se resolve na prosa, se preciso na rinha, meu guia é santo guerreiro, escolha direito os seus parceiros, tudo pode parecer, na hora que aperta se encherga que só quer ser, e não é: nada.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Geração Galvão


Enquanto os comunicadores discutem sobre o surgimento da Geração Z e Y, outra geração passa batida se fazendo pela fama alheia, com falta ascendente de pesonalidade a Geração Galvão Bueno incorpora as críticas a sua personalidade, participam até mesmo dos movimentos que nasceram justamente para ridiculariza-los no melhor estilo rir da piada ameniza os resultados, ir contra maximiza a tiração de onda. Galvão Bueno famoso narrador e chateador da nação, sofreu com o movimento "cala a boca" e mesmo na merda, se utilizou a estratégia de enfraguecer os protestos dizendo: "eu estou com vocês". Assim como os manos da butique que ouvem racionais ou os sambistas de cobertura, cantores de rap com Ipod, Imac, Imerda na cabeça. A Geração Galvão confunde todos esfarelando os sentimentos coletivos de aversão e tornando vaga qualquer intenção de mudança. Aqueles mesmos garotos que passaram a vida na frente da MTV, hoje são samba de raiz, são maracatu de grife, são becos e vielas do condomínio, são favela chique, pelo menos até a próxima moda refaze-los eletrônicos, tecnocratas, e vacilandões, que não lavam a louça e andam de meia pela casa, descontando na empregada doméstica a sua falta de educação. A Geração Galvão faz das artes marciais armas letais, vestem a camisa de torcidas organizadas e sentem-se maloqueiros promovendo quebra pau na rua, cantam aos ares malandragem que nunca conhecerão de verdade. A Geração Galvão vem roubar a tradição dos que fizeram por onde, dos que sangraram a mão no couro do tambor, dos que bateram de frente contra o poderoso preconceito brasileiro. Lá vem mais um idiota com tatuagens, alargadores, óculos e acessórios da moda, tudo reunido para chamar ou desviar atenção do que nunca serão: verdadeiros.

espero



porque depois de uma tempestade

deve haver uma calma

Lotado


Quem sabe eu desça na próxima volta, dúvido que seja um ponto final, ônibus continua lotado, as conversas vazias, muita gente em Campo Grande tentando ser o que nem sonha que é ruim, buscando na referência burguesa da TV, uma personalidade. Quando penso em parar e descer, vejo que a única forma de gastar o meu passe na totalidade, é continuar, neste mesmo coletivo sem parar, sem sombra de ganhar, tentando ao menos empatar o jogo que começou perdido, entrei depois do intervalo, a resposa toda comigo, ao redor ninguém mais liga se perder, eu já não sei, não suporto pensar em ficar para escanteio, ser coadjuvante. Assumo a liderança da minha mesa, líder absoluto deste monitor, sem pauta, sem job, sem briefing, a procura do que fazer, todo mundo preocupado com o seu próprio rabo, já cansei de defender quem não valoriza, vou para onde o vento me mandar, espero receber em dia por lá.

Comemore


O jogo continua apertado, marcação cerrada, segundo tempo rolando e nada de afrouxarem para o meu lado. Zagueirada butinuda dando bica na canela, xingando minha irmã que nem tenho, puxando a zorba, cutuvelando, catimbando ao estilo hermano, cusparada, tapa na cara, pisão no pé, deixa bola sobrar que o desconto vai ser em forma de comemoração, quanto prazer cabe nesta sensação, ver o marcador passar batido, outro mocorongo caido, eu finjo, na direita e pego um corredor livre, a esquerda abre espaço, bate e pronto, goleiro se estica, mas a bola quer o canto, da torcida, hoje a periferia está de bem com a vida.