quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Lembranças das andanças

Meu pé torcido, doi mais na falta de mobilidade, me lembra daquela garota que não podia mexer os membros inferiores por completa, mas a cintura tinha propriedade, desenvoltura e sacanagem, não precisa andar para fazer gostoso de verdade.

Isso que é...

Querido diário, um dia lindo lá fora e o meu destino é trabalho.

Mãe Rua

Peço a benção, sinal da cruz e vou pra rua
Em cada esquina que se passa
A realidade desembaraça
A minha a sua
Nua e crua
Nítida pra quem é coração no olhar
O óleo escorre nas calçadas, nas antenas
Tudo pode piorar
Por entre os dedos duros e encardidos das mãos
boca é ferida aberta
So estanca na quando esquenta
A vontade bate
A lata late
E o alien abana o rabo
Depois de um doce bárbaro
Meia grama de péssimas sensações
E muito estrago
Prolongado pelas severas instigações
Alienando as ações
Doutrinando as sensações
Feito lobinho vagando
catando bituca no chão
Dedo travado no isqueiro
Começou a grilação
Se esconde no mato
Tranca a casa
Corre do camburão
Vai na pipa, vai na lata e também no meladão
Quando esse maluco quer
Rouba a mãe, mulher, irmão
Vai cavando o próprio túmulo
Saiu do prumo
Vacilão
se perdeu no mundo
perdeu o rumo
chegou no fundo
se foi em vão
desperdiçou a vida
jogou fora o seu maior dom
mas quem sai do tom
tem o resto da vida pra mudar
quem ta no erro sabe
o que fazer para acertar.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Bento Brasil


Na cola da bota, te segue de perto, o toca-fitas aterroriza os transeuntes, Banda Black Rio, uma caixa explodiu, nem lhe viu, só o som, acena com a mão, sem direção, olha o busão, parar, deu não, ele sim, saltou do bólido em movimento, rolamento. O fim da série na calçada de cimento, o sangue jorra em pleno centro, foi tarde mais um piolhento.

Vírus de lupa


Menas coisas me irritam hoje, escrevinhar do jeito que me dá na telha é uma pedrada certeira no teto de quem se atem nas pequenices desnecessárias da vida, minha nada mole perseverante corrida, rumo ao que de fato um dia quisá se transforme em estrelato, sem precisar propagar em caixa alta e 3D, quando eu encontrar o caminho da felicidade, mando depilar e começo tudo novo de novo, só para atazanar, quem se atem nas babaquices de odiar, me sirva um gole quente de chá, para recuperar o que ainda não perdi, a gripe pode até me alcançar, mas nunca me pegar, escutando um pagode bem apaixonado eu lembro que coisa boa é ser simples de fato, quem complica é a basbaque das elites, aqui não vacilão, aqui só tem espaço para quem é real, pois tem de se saber mentir bem, para suportar a maior das enganações: a vida.

Ilustra da revista beleléu...

Escutando: bob's marley'is

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Verdade verdadeira


tem gente que diz formar com a periferia, que vem do suburbio, ostenta a bandeira, usa rótulo, faz no som a contradição, para quando a vida cobrar atitude, votar no Serra, é assim que vejo aonde não devo entrar...

SerraéDor


a classe oprimida não vota em playboy e teje dito, sou do lado do povo desfavorecido...