quarta-feira, 18 de maio de 2011

hehe

a tonga da mironga do capulete
voto pela paz

Só quis dizer...

o esconderijo do covarde é a carapuça lançada no ar, quer ver essa coragem quando me encarar, se rimar fosse para os vermes defunto era dicionário, mando o seu psicologico pra casa do caralho, comprando uma briga que nem era minha, aqui tudo se resolve na prosa, se preciso na rinha, meu guia é santo guerreiro, escolha direito os seus parceiros, tudo pode parecer, na hora que aperta se encherga que só quer ser, e não é: nada.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Geração Galvão


Enquanto os comunicadores discutem sobre o surgimento da Geração Z e Y, outra geração passa batida se fazendo pela fama alheia, com falta ascendente de pesonalidade a Geração Galvão Bueno incorpora as críticas a sua personalidade, participam até mesmo dos movimentos que nasceram justamente para ridiculariza-los no melhor estilo rir da piada ameniza os resultados, ir contra maximiza a tiração de onda. Galvão Bueno famoso narrador e chateador da nação, sofreu com o movimento "cala a boca" e mesmo na merda, se utilizou a estratégia de enfraguecer os protestos dizendo: "eu estou com vocês". Assim como os manos da butique que ouvem racionais ou os sambistas de cobertura, cantores de rap com Ipod, Imac, Imerda na cabeça. A Geração Galvão confunde todos esfarelando os sentimentos coletivos de aversão e tornando vaga qualquer intenção de mudança. Aqueles mesmos garotos que passaram a vida na frente da MTV, hoje são samba de raiz, são maracatu de grife, são becos e vielas do condomínio, são favela chique, pelo menos até a próxima moda refaze-los eletrônicos, tecnocratas, e vacilandões, que não lavam a louça e andam de meia pela casa, descontando na empregada doméstica a sua falta de educação. A Geração Galvão faz das artes marciais armas letais, vestem a camisa de torcidas organizadas e sentem-se maloqueiros promovendo quebra pau na rua, cantam aos ares malandragem que nunca conhecerão de verdade. A Geração Galvão vem roubar a tradição dos que fizeram por onde, dos que sangraram a mão no couro do tambor, dos que bateram de frente contra o poderoso preconceito brasileiro. Lá vem mais um idiota com tatuagens, alargadores, óculos e acessórios da moda, tudo reunido para chamar ou desviar atenção do que nunca serão: verdadeiros.

espero



porque depois de uma tempestade

deve haver uma calma

Lotado


Quem sabe eu desça na próxima volta, dúvido que seja um ponto final, ônibus continua lotado, as conversas vazias, muita gente em Campo Grande tentando ser o que nem sonha que é ruim, buscando na referência burguesa da TV, uma personalidade. Quando penso em parar e descer, vejo que a única forma de gastar o meu passe na totalidade, é continuar, neste mesmo coletivo sem parar, sem sombra de ganhar, tentando ao menos empatar o jogo que começou perdido, entrei depois do intervalo, a resposa toda comigo, ao redor ninguém mais liga se perder, eu já não sei, não suporto pensar em ficar para escanteio, ser coadjuvante. Assumo a liderança da minha mesa, líder absoluto deste monitor, sem pauta, sem job, sem briefing, a procura do que fazer, todo mundo preocupado com o seu próprio rabo, já cansei de defender quem não valoriza, vou para onde o vento me mandar, espero receber em dia por lá.

Comemore


O jogo continua apertado, marcação cerrada, segundo tempo rolando e nada de afrouxarem para o meu lado. Zagueirada butinuda dando bica na canela, xingando minha irmã que nem tenho, puxando a zorba, cutuvelando, catimbando ao estilo hermano, cusparada, tapa na cara, pisão no pé, deixa bola sobrar que o desconto vai ser em forma de comemoração, quanto prazer cabe nesta sensação, ver o marcador passar batido, outro mocorongo caido, eu finjo, na direita e pego um corredor livre, a esquerda abre espaço, bate e pronto, goleiro se estica, mas a bola quer o canto, da torcida, hoje a periferia está de bem com a vida.